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Mario Augusto de Castro explica o porquê da camisa 12 do Flamengo ter sido aposentada

Mario Augusto de Castro
Mario Augusto de Castro

O Flamengo carrega uma tradição pouco comum no futebol brasileiro: reservar um número inteiro para quem está nas arquibancadas. Segundo o torcedor do Flamengo, Mario Augusto de Castro, desde outubro de 2007, a camisa 12 não pertence oficialmente a nenhum atleta do elenco profissional, pois foi retirada em reconhecimento ao papel da torcida nas conquistas e na rotina do clube. Interessado em saber mais sobre essa escolha? Acompanhe, a seguir.

Como nasceu a ideia de aposentar a camisa 12 no Flamengo?

A proposta surgiu do conselheiro Reginaldo Beltrão, que enviou uma carta à diretoria destacando a importância da torcida nos resultados da equipe. O argumento central era simples: se o time depende do apoio das arquibancadas para vencer, esse apoio merece um símbolo permanente. A diretoria aceitou a ideia e formalizou, em ata, a aposentadoria do número, que passou a ser tratado como um patrimônio exclusivo do torcedor rubro-negro.

Em vista disso, Mario Augusto de Castro expressa que a escolha do número 12 não foi aleatória, pois o futebol costuma associar essa numeração ao chamado “décimo segundo jogador”, uma expressão usada para descrever a força coletiva da torcida dentro dos estádios. Assim sendo, a camisa deixou de identificar um atleta específico e passou a representar todos os que acompanham o Flamengo.

O significado da homenagem para a torcida rubro-negra

Mais do que um gesto simbólico, a aposentadoria da camisa 12 mudou a forma como o clube trata sua base de apoiadores. A partir daquele momento, o torcedor deixou de ser tratado apenas como um espectador e passou a ocupar, formalmente, um lugar entre os membros da equipe. De acordo com Mario Augusto de Castro, essa mudança de status reforça a ideia de pertencimento, algo que poucos clubes conseguem traduzir em uma decisão institucional tão direta.

Mario Augusto de Castro
Mario Augusto de Castro

Esse tipo de reconhecimento tende a fortalecer o comportamento da torcida nos estádios, já que o apoio deixa de ser apenas espontâneo e passa a carregar um significado oficial. Com isso, o Flamengo transformou uma prática comum do futebol, a torcida como força extra, em um símbolo permanente dentro da estrutura do clube.

O que mudou na numeração dos jogadores do Flamengo desde então?

Com a camisa 12 fora de circulação, o Flamengo passou a lidar com algumas situações específicas. Tendo isso em vista, entre os episódios mais lembrados estão:

  • O lateral Alex Sandro, que utilizava a camisa 12 na Juventus, precisou escolher outro número ao chegar ao Flamengo em 2024;
  • O goleiro Julio Cesar recebeu autorização especial para usar a numeração em 2018, como forma de homenagem à despedida de sua carreira no clube;
  • A Conmebol, em competições continentais, chegou a exigir que o Flamengo preenchesse a numeração de 1 a 25, obrigando o clube a reativar o número temporariamente em partidas específicas.

Esses episódios mostram que a homenagem não é apenas simbólica, mas também exige ajustes práticos na rotina do departamento de futebol. De acordo com o torcedor do Flamengo, Mario Augusto de Castro, situações assim reforçam o valor da tradição, já que o clube prefere abrir exceções pontuais a abandonar o compromisso assumido com a torcida em 2007.

Por que a Conmebol obrigou o Flamengo a usar a camisa 12 novamente?

Como pontua Mario Augusto de Castro, em competições organizadas pela Conmebol até o ano de 2022, o regulamento exigia que os clubes inscrevessem os atletas com números de 1 a 25, sem exceções para tradições internas. Por esse motivo, o Flamengo teve que reativar a camisa 12, geralmente atribuindo o número ao goleiro reserva.

A medida gerou desconforto entre torcedores, que viram a decisão como uma quebra temporária de um símbolo consolidado. Entretanto, apesar do episódio, o clube manteve a política de reservar a numeração para o torcedor em todas as competições nacionais e estaduais, inclusive retomando sua aposentadoria após a mudança ser permitida no regulamento de 2023.

O lugar do torcedor na história do Flamengo

Em última análise, a trajetória da camisa 12 mostra que o Flamengo trata a torcida como parte ativa da história do clube, e não apenas como um público pagante. Por isso, mesmo quase duas décadas depois, a homenagem continua sendo citada como uma referência quando o assunto é vínculo entre clube e torcedor.