Umidade relativa despenca para menos de 15% e capital chega a ficar sem registrar uma gota de chuva em todo o mês
Cuiabá vive, neste mês de agosto de 2026, um dos períodos mais secos já registrados em sua série histórica recente.
Segundo levantamento do Climatempo com base em dados do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), até o dia 24 a capital não havia acumulado nenhum milímetro de chuva no mês, o que representa 0% da média normal esperada para o período.
Alerta laranja em vigor na capital
O quadro levou o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) a emitir, no início do mês, alerta laranja para Cuiabá e para cidades do Centro-Sul mato-grossense, sinalizando risco elevado à população em razão da combinação entre calor intenso e baixíssima umidade do ar. Avisos desse tipo costumam se repetir ao longo do mês, sempre que a umidade relativa se aproxima ou fica abaixo dos 15%, patamar considerado crítico pelos órgãos de meteorologia.
Ainda na última semana de julho, a capital havia enfrentado uma sequência de dias com temperaturas acima dos 39°C, chegando a superar os 41°C em determinados pontos, com mínimas girando entre 24°C e 29°C. O céu permaneceu praticamente sem nuvens durante todo o período, característica típica da estação seca amazônica e do Centro-Oeste, mas que neste ano tem se mostrado mais intensa do que o habitual.
Amplitude térmica chama atenção de moradores
Um dos aspectos mais notados pela população cuiabana tem sido a grande diferença entre as temperaturas de madrugada e as do meio da tarde. Em um único dia de agosto, por exemplo, os termômetros marcaram mínima de 22°C pela manhã e máxima de 37°C no período mais quente, com umidade caindo a apenas 18%. Ventos fracos, na casa dos 3 km/h, contribuem para manter o calor acumulado durante a tarde, intensificando a sensação de abafamento mesmo com o céu aberto.
Órgãos de saúde costumam reforçar, em períodos como este, recomendações básicas para evitar complicações respiratórias e desidratação: hidratação constante, uso de soro fisiológico nas narinas, umidificação de ambientes fechados e redução de atividades físicas ao ar livre nos horários de pico de calor, geralmente entre 11h e 16h. Crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias prévias formam o grupo mais vulnerável aos efeitos da baixa umidade.
Reflexos na rotina da cidade
A estiagem prolongada também tem efeitos que vão além do desconforto térmico. A poeira em suspensão aumenta, a qualidade do ar piora e o risco de queimadas em áreas de vegetação seca cresce proporcionalmente ao número de dias sem chuva. Bombeiros e órgãos ambientais costumam intensificar o monitoramento de focos de incêndio justamente nesta fase do ano, quando a vegetação do Cerrado e das áreas de transição para o Pantanal fica mais suscetível ao fogo.
Modelos meteorológicos de curto e médio prazo indicam que a reversão desse cenário só deve ocorrer com a chegada das primeiras chuvas de transição, historicamente esperadas para o final de setembro ou início de outubro em Cuiabá. Até lá, a recomendação de especialistas é acompanhar diariamente os boletins oficiais, já que alertas podem ser emitidos e cancelados em curtos intervalos, conforme a variação da umidade relativa do ar.
Para quem vive na capital, a orientação prática permanece a mesma repetida a cada verão seco mato-grossense: atenção redobrada à hidratação, cuidado com queimadas em terrenos baldios e acompanhamento das condições do tempo antes de atividades ao ar livre, especialmente entre o meio da manhã e o fim da tarde.
Fontes:
- https://www.climatempo.com.br/previsao-do-tempo/15-dias/cidade/218/cuiaba-mt
- https://www.otempo.com.br/tempo/2026/8/9/tempo-seco-com-12-de-umidade-poe-cuiaba-em-alerta-laranja-ate-as-18h
- https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/centro-oeste/mt/ceu-aberto-e-sem-chuvas-veja-previsao-do-tempo-de-cuiaba/
- https://portalodia.com/amp/noticias/geral/previsao-do-tempo-em-cuiaba-maxima-de-37c-462111.html










