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Estruturas metálicas: Veja como o BIM melhora projetos e reduz retrabalho

Altevir Seidel
Altevir Seidel

De acordo com Altevir Seidel, as estruturas metálicas exigem precisão desde a concepção inicial, pois qualquer falha de compatibilização pode comprometer prazos, custos e execução em campo. Isto posto, o uso do BIM permite que o projeto deixe de ser apenas um conjunto de desenhos e passe a funcionar como um modelo integrado de informações técnicas, construtivas e operacionais. 

Interessado em saber mais sobre? Acompanhe, nos próximos parágrafos.

Como o BIM melhora a compatibilização em estruturas metálicas?

A compatibilização representa um dos maiores desafios em obras com estruturas metálicas. Vigas, pilares, ligações, escadas, fechamentos, instalações elétricas, hidráulicas e sistemas de climatização precisam coexistir sem conflitos. Quando cada disciplina trabalha de modo isolado, os problemas costumam aparecer apenas durante a montagem, momento em que a correção se torna mais cara e demorada.

Segundo o empresário do setor de estruturas metálicas, Altevir Seidel, com o BIM, esses elementos são reunidos em um modelo tridimensional coordenado. Dessa forma, a equipe consegue identificar interferências antes da fabricação das peças e antes da chegada dos componentes ao canteiro. Essa antecipação é decisiva porque a estrutura metálica possui alto grau de industrialização e depende de medidas rigorosas para evitar ajustes improvisados.

Além disso, a compatibilização digital melhora a comunicação entre projetistas, fabricantes, montadores e gestores da obra, como pontua Altevir Seidel. Em vez de interpretar várias pranchas separadas, os profissionais analisam um modelo único, com informações consistentes. Consequentemente, decisões técnicas ficam mais rápidas, documentadas e alinhadas ao desempenho esperado do empreendimento.

Por que a visualização tridimensional aumenta a segurança do projeto?

A visualização tridimensional torna o projeto mais compreensível para todos os envolvidos. Em estruturas metálicas, muitos detalhes não são facilmente percebidos em desenhos bidimensionais, principalmente quando há ligações complexas, diferentes níveis, grandes vãos ou integração com fachadas e equipamentos industriais. O BIM permite observar o conjunto sob diferentes ângulos e avaliar a lógica construtiva com mais clareza.

Essa leitura visual favorece a tomada de decisão ainda na fase de projeto. O gestor pode entender o sequenciamento da montagem, o cliente visualiza melhor o resultado final e a equipe técnica valida soluções antes da execução. Conforme frisa o empresário do setor de estruturas metálicas, Altevir Seidel, a clareza visual reduz ruídos de interpretação e fortalece o controle sobre cada etapa do processo construtivo.

Altevir Seidel
Altevir Seidel

Outro ganho importante está na prevenção de incompatibilidades estéticas e funcionais. A equipe pode avaliar altura livre, circulação, acessos, interferência entre componentes e posicionamento de elementos aparentes. Assim, o projeto ganha mais qualidade, e a obra avança com menos dúvidas, menos revisões tardias e maior previsibilidade.

Quais ganhos o BIM traz para planejamento e orçamento?

O BIM também melhora o planejamento porque conecta o modelo físico da obra a informações de prazo, quantidade e sequência executiva. Em estruturas metálicas, isso é especialmente relevante, já que a fabricação, o transporte e a montagem precisam seguir uma ordem precisa. Logo, quando o cronograma considera o modelo digital, torna-se mais fácil prever gargalos e organizar entregas por etapas.

No orçamento, a metodologia contribui para levantamentos quantitativos mais consistentes. Peças, perfis, chapas, parafusos, ligações e demais componentes podem ser extraídos com maior precisão a partir do modelo. Segundo Altevir Seidel, isso reduz estimativas genéricas e favorece compras mais planejadas, com menor risco de falta ou excesso de material. Isto posto, entre os principais ganhos práticos, destacam-se:

  • Quantitativos mais precisos: o modelo ajuda a calcular volumes, peças e componentes com menor margem de erro.
  • Cronogramas mais realistas: a integração entre projeto e planejamento facilita a definição de etapas de fabricação e montagem.
  • Orçamento mais confiável: a equipe trabalha com informações atualizadas e reduz variações inesperadas de custo.
  • Melhor controle de alterações: mudanças no projeto podem atualizar dados relacionados, evitando divergências entre documentos.
  • Redução de desperdícios: a previsibilidade melhora o uso de materiais e diminui retrabalhos no canteiro.

Esses benefícios não eliminam a necessidade de análise técnica, mas qualificam as informações usadas na gestão. Dessa maneira, o BIM não deve ser visto apenas como software, mas como uma metodologia que organiza decisões e amplia a integração entre projeto, engenharia e execução.

A eficiência do BIM em projetos metálicos

Em última análise, o BIM melhora projetos com estruturas metálicas porque conecta visualização, compatibilização, planejamento, orçamento e execução em uma mesma lógica de trabalho. Essa integração torna o processo mais transparente, reduz conflitos entre disciplinas e fortalece decisões baseadas em informações atualizadas. Em projetos que dependem de precisão dimensional, esse diferencial tem impacto direto na obra.

Mais do que modernizar documentos, a metodologia amplia o controle técnico e reduz desperdícios. Desse modo, empresas que desejam ganhar eficiência, evitar retrabalho e entregar obras mais previsíveis encontram no BIM uma ferramenta estratégica para competir com mais qualidade.

Autor: Diego Rodríguez Velázquez